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Pesquisadores da UFRN são diplomados pela Academia Brasileira de Ciências

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Pesquisadores da UFRN são diplomados pela Academia Brasileira de Ciências

Pesquisadores da UFRN são diplomados pela Academia Brasileira de Ciências

A Academia Brasileira de Ciências (ABC) realizou na última quarta-feira, 28 de agosto, a diplomação dos seus mais novos membros associados. O Evento aconteceu durante o Simpósio da Regional Nordeste e Espírito Santo, no auditório do Instituto Internacional de Física (IIF/UFRN), com a presença de diferentes autoridades ligadas ao setor de ciência, tecnologia e inovação.

Entre os cinco novos associados da ABC estão dois pesquisadores da UFRN, os professores Luiz Felipe Pereira e Felipe Bohn, ambos do Departamento de Física Teórica e Experimental.

“É uma alegria muito grande para a nossa instituição em receber este evento. Academia é uma das instituições mais prestigiosas que temos no nosso país. A ABC é muito importante para a discussão e formulação de políticas públicas voltadas para ciência”, disse o reitor da UFRN, Prof. Daniel Diniz.

O reitor destacou a escolha da Universidade para receber o evento. “Com muita satisfação vejo esse reconhecimento da escolha da UFRN para sediar esse simpósio. Esse é um trabalho que vem sendo construído ao longo dos anos. A UFRN foi ganhando importância, ganhando muito reconhecimento nacional em termos de qualidade e hoje estamos situados entre as melhores instituições do país. Isso é um esforço que não é só de gestão, mas é um esforço de toda a comunidade universitária”, concluiu.

Foto: Anastácia Vaz

A solenidade formaliza a entrada dos novos membros, escolhidos entre jovens pesquisadores do Brasil, que realizam trabalhos de grande destaque e são apontados pela comunidade científica nacional como promessas para o futuro da ciência no país.

Para o Prof. Felipe Bohn, que desenvolve atividades em física experimental e de materiais, a diplomação é uma vitória para ele e para os seus colegas de departamento. “Fico lisonjeado em receber esse reconhecimento. Acho que ele mostra o que eu e o grupo em que estou inserido vem fazendo. A diplomação é uma motivação para a gente continuar fazendo o que a gente faz e mostrar que mesmo sem grandes fortunas se consegue fazer alguma coisa de relevância mundial. Não só eu, mas o DFTE como um todo consegue fazer algo no nível mundial”, afirmou.

O também físico, Prof. Luiz Felipe Pereira, que trabalha com propriedades físicas de sistemas nanoscópicos, expressou o mesmo sentimento de felicidade e responsabilidade. “É um prazer enorme estar recebendo isso em casa, aqui na UFRN e aqui no Instituto, onde eu já participei de tantos eventos, colaborei com a organização de tantos eventos. Ao mesmo tempo, também tem uma certa responsabilidade envolvida. A ideia dos membros afiliados da academia são pessoas jovens que a academia acredita que têm potencial para fazer coisas mais importantes no futuro. A gente tem essa responsabilidade de não decepcionar o pessoal da academia no futuro.”

A mesa da cerimônia foi presidida pelo Prof. Dr. Jailson Bittencourt de Andrade, membro titular da ABC, que destacou a qualidade dos trabalhos apresentados pelos novos membros. Segundo ele “os jovens fizeram apresentações de trabalhos relativamente próximos tematicamente, mas com conteúdo altamente relevante. Então são trabalhos que se complementam e que apontam para um futuro promissor para todos eles”.

A solenidade contou com palestra dos novos filiados e de acadêmicos mais antigos da academia, mas também com a presença de diversas autoridades. Secretários de pastas ligadas à ciência, tecnologia e inovação da BA, CE, PE e RN estiveram presentes e falaram sobre iniciativas regionais próprias sobre a falta de recursos federais.

Uma dessas iniciativas é o consórcio nordeste, que tenta reunir os estados da região para projetos conjuntos em diferentes áreas. De acordo com Aluísio Lessa, Secretário de CT&I de Pernambuco “os governadores deram o mote para o consórcio, que é dotar a região Nordeste a conexão através da rede de fibra ótica. Em Pernambuco já está além disso. Pernambuco e Ceará têm a rede estadual de fibra ótica, do litoral ao sertão, mas precisamos avançar em outras áreas. Estamos solidários com todos os estados que estão iniciando a prospecção para isso e esse foi o ponto de convergência dos governos. Estamos reunidos aqui para ampliar o que o consórcio colocou como plano de trabalho inicial. A gente vai ter uma reunião com os secretários aqui para definir o que as secretarias mapearam, estado por estado”.

Representando a Governadora Fátima Bezerra, o secretário de Desenvolvimento Econômico do RN, Jaime Calado, disse que o executivo potiguar também está se voltando para dar mais espaço para CT&I. “Na nova política de desenvolvimento econômico do estado ciência e tecnologia é central. Nós entendemos que se deve investir inteligentemente todos os recursos, mas não é só recurso, tem que ter o convencimento das empresas de investirem também em C&T e o governo, nos novos mecanismos estão sendo criados, coloca sempre a presença da ciência”.

No entanto, o clima de preocupação na comunidade científica ficou claro. Durante a abertura da programação, o Prof. Bittencourt de Andrade anunciou o lançamento de um manifesto a respeito dos atuais cortes na área, em especial no CNPq. Para ele, o Brasil pode entrar em uma situação muito difícil se o orçamento para o órgão não for alimentado ainda neste semestre.

“O (manifesto) que foi divulgado hoje foi elaborado pelos coordenadores dos institutos nacionais de ciência e tecnologia. 82 coordenadores assinaram o manifesto e a preocupação de todos é com o futuro do CNPq, da CAPES, da FINEP e, em consequência, o futuro do sistema de ciência e tecnologia do país. É um sistema que cada vez mais ele se solidifica, fica mais denso e com isso ele precisa de mais financiamento em todos os sentidos. Ele precisa de uma maior capacidade de fixação de recursos humanos no país. Ele precisa abordar o desenvolvimento sustentável e o uso dos recursos naturais, tanto do Brasil, como do planeta de forma totalmente sustentável e nesse momento a maior preocupação é que não há uma sinalização de futuro e o futuro é setembro, o próximo mês. O CNPq anuncia que pagará as bolsas e as contas em 5 de setembro, mas não há nenhuma garantia. O futuro encurtou bastante e isso é o que está nos preocupando”, afirmou.

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Mateus Ângelo

Idealizador do TodoNatalense. Sou Designer Gráfico e Social Media desde 2013. Atualmente trabalho como diretor de comunicação no município de Ceará-Mirim.

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