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Em defesa dos Direitos Humanos, Câmara aprova Comenda Vereadora Marielle Franco

Natal

Em defesa dos Direitos Humanos, Câmara aprova Comenda Vereadora Marielle Franco

Em defesa dos Direitos Humanos, Câmara aprova Comenda Vereadora Marielle Franco

Foto: Vlademir Alexandre

O Plenário da Câmara Municipal de Natal aprovou, na sessão ordinária desta quarta-feira (17), o Projeto de Resolução n° 9/2018 de autoria do vereador Raniere Barbosa (Avante) que cria a Comenda Vereadora Marielle Franco com a finalidade de homenagear mulheres que se destacaram na luta pela defesa e garantia dos Direitos Humanos na capital potiguar. A condecoração será entregue anualmente com o objetivo de valorizar iniciativas sociais.

“Em tempo: direitos humanos são direitos constitucionais, amparados pela Constituição Federal, Tratados e Convenções Internacionais. São essenciais, irrenunciáveis e indispensáveis para uma vida digna. Aproveitamos, também, para enaltecer a vida, a coragem e o amor, que são as marcas da mulher incrível que foi Marielle; defensora dos direitos humanos, que se dedicou a construir um mundo mais justo”, defendeu Raniere Barbosa.

Já a vereadora Divaneide Basílio (PT), que subscreveu a proposta, falou que o assassinato da vereadora carioca chama atenção para a violência contra as mulheres. “Marielle, mulher negra, lésbica, com origem na favela, era voz daquelas que não são ouvidas nos espaços de poder. Ela era um corpo incômodo, que expunha o caráter sexista e racista de muitas instituições. Na verdade, o nosso mandato pretendia fazer algo semelhante para homenageá-la, mas tivemos a grata surpresa de saber que Raniere Barbosa havia encaminhado esse projeto, que prontamente subscrevemos”.

Por sua vez, o vereador Cícero Martins (PSL) votou contrário ao texto que, segundo ele, deveria inserir o motorista Anderson Gomes, assassinado junto com a parlamentar. Neste sentido, ele apresentou uma emenda solicitando a inclusão na comenda dos nomes de Anderson Gomes e da policial Juliane dos Santos, assassinada no ano passado. Todavia, a proposição foi rejeitada e a redação original mantida.

“Acho que o motorista Anderson, morto no exercício do seu trabalho, não podia ser esquecido. Ele também é vítima, também foi fuzilado, também tem família. Por que só a vereadora deve ser lembrada? A PM Juliane dos Santos, que era negra, lésbica e de origem humilde, morreu depois de 24 horas de tortura. Juliane não merece uma homenagem? Enfim, me esforcei para melhorar o projeto”, justificou Cícero.

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Mateus Ângelo

Idealizador do TodoNatalense. Sou Designer Gráfico e Social Media desde 2013. Atualmente trabalho como diretor de comunicação no município de Ceará-Mirim.

1 Comentário

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  1. Avatar

    Rayan

    19 de abril de 2019 at 14:42

    Quer aparecer o vereador aí

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