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“Bem-vindo, seu galado” na entrada de Natal seria um marketing fuderoso

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“Bem-vindo, seu galado” na entrada de Natal seria um marketing fuderoso

“Bem-vindo, seu galado” na entrada de Natal seria um marketing fuderoso

“Bem-vindo, seu galado”. Imagine uma frase dessa estampada em alguma placa ali perto da Árvore de Natal de Mirassol, do Pórtico dos Reis Magos, do Viaduto do Quarto Centenário. A palavra “galado”, que já foi tão rejeitada por parte da sociedade natalense, hoje caiu nas graças do povo e já é vista muito mais como um vocativo para qualquer ocasião do que como um palavrão. E na verdade ela nunca deveria ter adquirido essa conotação de palavra de baixo calão.

Na verdade essa palavra até existe no dicionário, mas não com o sentido que se tem na cidade do Natal. No sentido literal, de dicionário, ela significa “fecundado”. Já o “galado” que se fala em Natal é praticamente impossível de se explicar, pois hoje em dia é usado de diversas formas (veja vídeo abaixo).

Mas há uma razão histórica para a existência dessa palavra em Natal. O TodoNatalense já contou essa história, mas, pra resumir, durante a II Guerra Mundial Natal recebeu milhares de soldados americanos, abrigando-os em uma base aérea em Parnamirim. Nessa época o cabaré de Maria Boa, em Natal, era o mais famoso da cidade, mas havia uma forma de selecionar os frequentadores: só entrava quem estivesse com traje de gala, geralmente os militares americanos. Os natalenses não gostaram nada da história e passaram a chamar de “galados” todos aqueles que se vestiam de traje de gala. A palavra pegou e hoje é usada como curinga.

Saiba mais: Você sabe a história da palavra “GALADO”? Sem dúvidas a mais potiguar do mundo

Um dia ouvi a explicação de uma professora de um famoso cursinho de Natal e achei engraçado e interessante como ela desconstruiu a palavra “galado” como palavrão e colocou-a no seu devido lugar, no sentido histórico. E ela estava certa.

“Galado” é uma palavra que serve para identificar, em qualquer lugar do mundo, quem é natalense. Se você estiver na Times Square, nos EUA, na tradicional descida da bola do Ano Novo e gritar “ei, galado!”, quem olhar é natalense; não tem erro! O mesmo serve se você estiver na Torre Eiffel, em Paris; nas pirâmides de Gizé, no Egito; na Praça da Sé, em São Paulo.

“Bem-vindo, seu galado”, na entrada de Natal seria um marketing fuderoso para a cidade e já está na hora de se criar uma hashtag tipo #GaladoNaEntradaDeNatal. O que acham?

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Diego Campelo

Sou jornalista com passagens por jornais impressos e online da capital potiguar e assessorias de comunicação de empresas públicas. Atualmente trabalho como assessor de imprensa. Instagram: @campelodiego1

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