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Arquivo Secreto: EUA planejaram invadir o Brasil começando por Genipabu

Natal

Arquivo Secreto: EUA planejaram invadir o Brasil começando por Genipabu

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Imagine você curtindo um dia de sol na praia de Genipabu, comendo aquele peixe frito ou camarão no alho e óleo, tomando uma gela – pra quem bebe – e de repente surgem do mar 20 mil fuzileiros navais americanos armados até os dentes para tomar o Nordeste Brasileiro, ponto estratégico para o mundo durante a II Guerra Mundial. Pois era isso que estava previsto na Operação Nordeste, plano idealizado pelos Estados Unidos antes do Brasil declarar apoio aos americanos durante o conflito.

É claro que a parte do “imagine” foi só uma brincadeira, mas o plano realmente existiu e foi descoberto anos mais tarde por um oficial da Marinha do Brasil enquanto fazia curso em uma escola naval dos Estados Unidos. “Vi os documentos em cima da mesa, todos riscados com anotações, dei uma folheada e entre eles estava essa ordem de operações. Eu peguei, coloquei dentro do meu jaquetão, guardei”, disse o militar Antônio César Sepúlveda, em entrevista ao Fantástico, em reportagem veiculada em 1999. (Assista abaixo)

O PLANO

De acordo com o documento secreto de 57 páginas produzido pelo Estado Maior do Exército dos Estados Unidos, o plano previa que, se houvesse resistência, a ordem era bombardear Natal durante 15 horas. As tropas teriam apoio de navios, de um porta-aviões, de grupos de paraquedistas e de lanchas rápidas de desembarque.

O plano também é citado pelo historiador potiguar Lenine Pinto em seu livro “Natal, USA”. Ele cita outra reportagem da Revista Istoé, assinada pelo jornalista Lauro Jardim e intitulada “Operação Nordeste”. Segundo a revista, o plano estratégico dos americanos era invadir simultaneamente Natal, Recife, Belém e Salvador, estendendo a ação a São Luís, Fortaleza e à Ilha de Fernando de Noronha.

SIMPATIA PELA ALEMANHA NAZISTA

A reportagem do Fantástico conta que o plano foi feito depois que autoridades brasileiras demonstraram simpatia pela Alemanha nazista, no período em que o Brasil estava sob a ditadura Vargas. Se por um lado os Estados Unidos queriam a permissão do Governo Brasileiro para instalar bases americanas no Nordeste, pelo lado brasileiro Getúlio Vargas queria que os americanos financiassem a tão sonhada Usina Siderúrgica de Volta Redonda.

Como nem um lado nem outro davam algum passo mais significativo, em março de 1940 – como conta Lenine Pinto em seu “Natal, USA”, ao término de manobras militares no Rio Grande do Sul Vargas presenteou o comandante da região militar ali sediada, General Leitão de Carvalho, com “um pequeno punhal-sabre, tendo a cruz suástica na cruzeta”. Foi um recado e tanto para os americanos agilizarem as negociações para a liberação do financiamento.

DO LADO DO TIO SAM

Dois anos depois dessa provocação, mais precisamente no dia 22 de agosto de 1942 o Brasil declarou guerra aos países do Eixo, lutando do lado americano na II Guerra. No ano seguinte, em 28 de janeiro de 1943, teve até aquele encontro histórico entre o presidente Roosevelt e Getúlio Vargas em Natal, episódio que ficou conhecido como a Conferência do Potengi. No evento foram definidos os acordos que deram origem à Força Expedicionária Brasileira (FEB) e garantidos os recursos para a consolidação da Companhia Siderúrgica Nacional Brasileira.

Como o Brasil escolheu o lado do Tio Sam, felizmente o plano de invasão nunca saiu do papel, Natal não foi bombardeada e Genipabu continua linda e um dos mais famosos pontos turísticos do mundo. E, como se sabe, Natal abrigou durante a II Guerra a maior e mais importante base militar americana fora dos Estados Unidos, de onde partiam aviões e suprimentos para o campo de batalha nos países europeus.

 

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Diego Campelo

Sou jornalista com passagens por jornais impressos e online da capital potiguar e assessorias de comunicação de empresas públicas. Atualmente trabalho como assessor de imprensa. Instagram: @campelodiego1

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