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5 cantores potiguares que fizeram sucesso nacional e não estão mais entre nós

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5 cantores potiguares que fizeram sucesso nacional e não estão mais entre nós

5 cantores potiguares que fizeram sucesso nacional e não estão mais entre nós

O Rio Grande do Norte sempre foi um gigantesco celeiro cultural. Somos terra de Câmara Cascudo, Auta de Souza, Ferreira Itajubá, Deífilo Gurgel, entre outros que sempre tiveram destaque no cenário nacional pelo talento primordial ao escrever seus contos, poemas ou livros.

Mas em se tratando de música a gente também faz bonito e nessa postagem decidimos homenagear alguns artistas potiguares que ganharam gigantesca repercussão nacional e que hoje não estão mais entre nós.

Carlos Alexandre

Nascido em Nova Cruz, município do Agreste Potiguar, começou sua carreira com 18 anos, lançando um CD com o nome artístico de “Pedrinho”. Dois anos depois, já rebatizado como Carlos Alexandre, o cantor lançou alguns sucessos como “Arma de Vingança” e, seu maior hit, “Feiticeira”, disco que na época teve mais de 250.000 cópias vendidas e foi executado de forma exaustiva em todas as rádios do Brasil.

O artista participou de vários programas da TV aberta e viajou todo o país interpretando suas canções. Alias, a sua música ultrapassou as fronteiras e o disco “Feiticeira” também foi gravado em castelhano, tornando-se também um sucesso de vendas.

No dia 30 de Janeiro de 1989, aos 31 anos, o cantor se envolveu em um acidente entre os municípios de São José do Campestre e Tangará, quando voltava de um show que tinha feito em Pesqueira, Pernambuco. O velório lotou o ginásio de esportes da Cidade da Esperança, lugar onde ele morou 10 anos e era muito amado e respeitado pela população. O cantor foi enterrado no cemitério do Bom Pastor e até hoje seu túmulo recebe a visita de fãs.

Ademilde Fonseca

Simplesmente a Rainha do Choro, suas interpretações eram consideradas obras de arte pelos amantes da música. Nasceu em são Gonçalo do Amarante e viveu até os 20 anos em Natal, já apaixonada pela música, que cantava desde criança.

Ela casou-se com um músico e viajou para o Rio de Janeiro. Após um teste na Rádio Clube do Brasil, todos se apaixonaram pela apresentação de Ademilde, o que a levou imediatamente às gravadoras e em 1942 já lançava seu primeiro disco, que trazia as canções “Tico-Tico no Fubá” e “Volte pro Mato”.

Trabalhou por 10 anos na TV Tupi, uma das maiores emissoras de TV aberta da história do país e seus discos renderam mais de meio milhão de cópias vendidas.

Após se consagrar como uma das maiores artistas do país, regravou grandes sucessos internacionais e fez uma turnê por outros países.

Faleceu no Rio de Janeiro aos 91 anos, em 2012, e foi sepultada no Cemitério de São João Batista.

Veja também: 10 figuras ilustres que estão enterradas no cemitério do Alecrim; tem até ex-presidente da República

Dona Militana

Militana Salustino do Nascimento nasceu no Sítio Oiteiros, em São Gonçalo do Amarante, no dia 19 de março de 1925.  Sua infância foi como a de uma criança pobre do interior. Ajudava o pai na roça plantando mandioca e feijão. Apesar de ser analfabeta e ser proibida pelo próprio pai de cantar, foi no campo que ela começou a memorizar os primeiros romances.

Aos 60 anos ela teve o seu auge na carreira, quando o folclorista Deífilo Gurgel se encantou pelos cantos de Dona Militana e propagou seu conteúdo para todo o país. A artista chegou a gravar um CD triplo intitulado “Cantares”, com direito a lançamento nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. O trabalho rendeu uma enxurrada de elogios de jornalistas e críticos de todo o país.

Ela também recebeu do ex-presidente Lula a Comenda Máxima da Cultura Popular, em Brasília. Militana nos deixou no dia 19 de junho de 2010, aos 85 anos.

Núbia Lafayette

Nascida em Assu/RN, aos três anos de idade se mudou com a família para o Rio de Janeiro. Aos 12 anos de idade já demostrava que queria seguir carreira artística, quando utilizava o cabo de vassoura como microfone para cantar músicas de Dalva de Oliveira – sua maior inspiração.

Seu primeiro nome artístico foi Nilde Araújo, mas na década de 60 assumiu o nome Núbia Lafayette após uma sugestão de um amigo compositor. A carreira de Núbia foi marcada por músicas que se tornaram verdadeiros hits nacionais, como foi o caso de “Casa e Comida”, “Quem eu quero não me quer” e “Lama”.

Núbia sempre foi fiel às suas origens e nunca se curvou ao modismo das épocas. Suas canções sempre falavam de traição, mágoas e da fossa alheia.

Faleceu em 2007, aos 70 anos, após ser vítima de um AVC hemorrágico enquanto estava em sua casa.

Paulinho de Macau

Nascido em Mossoró, no ano de 1956, Paulinho teve esse nome pois foi criado em Macau. Ficou famoso na década de 80, após lançar seu grande sucesso “Nega do Bole Bole”, que lhe rendeu participação em vários programas nacionais, inclusive para o “Xou da Xuxa”, na Rede Globo.

Ele foi descoberto em um programa de talentos que havia na TV Ponta Negra, onde o apresentador era o Carlos Alberto, pai da ex-prefeita Micarla de Souza.

Paulinho fez muito sucesso no Carnaval de Macau e em eventos particulares por todo o Rio Grande do Norte. Seu disco vendeu mais 100 mil cópias, um número bastante expressivo para a época e que lhe rendeu um disco de ouro.

Sua morte é um enigma para muitos. A versão contada na época foi que Paulinho caiu do telhado quando tentava consertar uma telha.

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Mateus Ângelo

Idealizador do TodoNatalense. Sou Designer Gráfico e Social Media desde 2013. Atualmente trabalho como diretor de comunicação no município de Ceará-Mirim.

2 Comentários

2 Comments

  1. Avatar

    Jorge Santhos

    15 de novembro de 2018 at 07:36

    Mateus seu blog é nota 1000, eu sou professor de História e tenho aprendido muito com suas postagens falando da História do povo potiguar. Parabéns cara.

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